Enquanto olhava pela janela do quarto pela manhã, só conseguia ver você no meu próprio reflexo ainda cabisbaixo.

A noite anterior foi desoladora. Falei mais do que deveria, gritei por dentro pra conter as lágrimas por fora.

Tive pesadelos. Sim, no plural. Foram dois, um atrás do outro como se fosse levada por uma onda avassaladora, daquelas que doem e nos derrubam no mar.

No fim, eu segurei as suas mãos, mas elas foram se perdendo das minhas. Suas mãos escorregaram, enquanto o nosso amor foi levado pela maré. Já era noite, então imagine a imensidão da água.

Ficou impossível de encontrar qualquer vestígio seu. Quando acordei, já era dia. Você não estava mais ali.